Punição no expediente: “-Sim Senhor!” Parte 1

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Eu estava ainda com a voz dele em minha mente ao desligar o telefone:

– Venha até minha sala agora!

Eu sabia que estava ferrada, pior que estava com uma raiva dele, mas quando se trabalha com um homem como ele é impossível não sentir isto.
Uma mistura de desejo e de ódio, por aqueles olhos negros, aquela barba por fazer, seus ternos impecáveis, tentando esconder o que ele tinha de bom.
Apesar de ser sua secretária vivíamos em pé de guerra, isto mesmo não sou tão submissa, me fala algo leva de volta na mesma proporção.
Ele era sempre dominante em suas ações e sei reconhecer um dominador quando vejo, ele não me engana é um praticante de BDSM.
Porque reconheço um? Porque sou uma Switcher, isto mesmo, significa que gosto de estar nos extremos do chicote. Sou uma menina rebelde que às vezes chuta o mundo, mas sempre precisa de um “Daddy”, um Dono para dar a devida disciplina para que eu entre nos eixos.
Nunca tivemos intimidade para tal assunto, afinal vivíamos de amor e ódio. Além do mais depois que deixei a coleira do meu ex Dono resolvi ficar quieta por um tempo. Raramente vou ao um Bar fetichista, com amigos do meio. Mas nunca o encontrei por lá. E nem sei se gostaria disto.
Caminho apressada até sua sala, bato na porta e ele praticamente grita lá de dentro:

– Esta aberta entre!

Eu entro, ele está em pé perto da janela, está sem seu paletó, apenas com a camisa branca, gravata desfeita o nó, sua calça clássica preta mostra suas formas sensuais. Está meio descabelado e os olhos fumegando.
Eu espero em pé. Ele se gira faz um suspiro e começa:

– Eu não acredito que você tenha deletado os últimos arquivos que te passei, eu te disse para imprimir e enviar a cópia para a contabilidade.Agora vamos ter que refazer tudo novamente Karen! Isto significa moçinha, que teremos que ficar aqui até mais tarde.

Eu penso mais tarde ainda? Já estamos sozinhos no escritório tem meia hora pois ele estava em uma teleconferência e eu não podia deixar o Chefão sem a secretária. Afff, eu respondo automática como sempre:

– Antony, eu apenas segui o que faço sempre depois de imprimir os arquivos salvo on line e depois apago. Não tenho culpa se a internet hoje está dando problema. E…

Ele bate a mão na mesa e me encara dizendo:

– Agora chega Karen! o Chefe aqui sou eu, você como minha secretária, devia sempre me chamar de Senhor além de obedecer ao que eu te digo. Em NENHUM momento eu te disse de excluir os arquivos. Você tem que criar cópias dos mesmos para não termos mais este tipo de problema. Ótimo você ter copias na internet, mas não ajuda se eu estiver fora da cidade e perder o sinal no celular e não puder acessar estes dados, tenho que ter eles armazenados diretamente no computador. Você é teimosa e estou cansado de seus ataques de rebeldia…

Eu não aguento aquilo, ele me dizer daquela forma, tudo bem é meu chefe, mas ser arrogante daquela forma, não aguento de raiva, meu rosto queima, olhando pra ele respondo:

– Quer saber; vou pra minha sala fazer o que tenho que fazer, não tenho que ficar te escutando perdendo tempo Antony.

Eu me giro e caminho para sair da sala, mas ele me puxa pelo braço, me fazendo girar, eu me deparo com seu peito, seu perfume me invade as narinas.
Seu toque quente me faz ter um arrepio. Eu fico sem ação por segundos, mas ele me encara, seus olhos me fitando, não consigo encará-lo meu lado sub reconhece seu lado Dominador e eu abaixo minha cabeça. Ele pega meu queixo suavemente, o levanta e eu não resisto.
Toco seu braço, mas não com intenção de que me solte, mas que me prenda ainda mais perto de seu corpo, ele me abraça, nossa respiração é ofegante, nossos corpos tão colados que posso sentir seu coração, sinto uma confusão de sensações. Mas antes que eu possa entender ele levanta meu rosto e se aproxima olhando meus olhos, invade minha boca. Seus lábios estão febris, sua língua está descontrolada e eu me rendo, estou languida em seus braços.

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Ele me empurra na mesa derrubando tudo o que estava lá em cima, posiciona entre minhas pernas, me abraça, eu o aperto e na fúria louca de nosso beijo as roupas começam a ficar apertadas demais, ele tira a gravata, eu ajudo com a camisa, suas mãos puxam minha camisa branca de dentro da saia, logo ele desabotoa meu sutien, meus seios estão petrificados de tanta excitação, ele abocanha meus mamilos, eu gemo, ele tira o cinto enquanto me olha nos olhos e eu entendo seu olhar e sei o que vai acontecer e isto me faz tremer e ficar ainda mais molhada.
Ironicamente me lembro de uma música na qual eu sempre escutei e me masturbei várias vezes pensando nele:

Ele me puxa da mesa, me faz virar de costas, sem dizer uma palavra, ele me abraça por trás, puxa meu cabelo, vira meu rosto e sussurra no meu ouvido:

– Sabe quantas vezes eu sonhei em fazer isto contigo Karen? Toda sua rebeldia, toda sua afronta, mas sempre vi nos teus olhos a vontade de se submeter, sei que você é submissa, desde a festa de fim de ano, eu entrei no bar Fetiche no centro da cidade, também frequento ali, estranho que nunca nos encontramos. Mas enfim…. hoje, ah …hoje você é minha e será minha!
Ele alisa minha bunda, mesmo queimando de tesão eu respondo:

– Não quer dizer que este jogo me fará ser tua a partir de hoje, serei por estes momentos carnais que precisamos e além do….

Antes que eu termine a frase um tapa sonoro estala em minha bunda, e em um gesto brusco ele arrebenta minha calcinha, enfia dois dedos dentro de mim, eu gemo rebolo em suas mãos, ele tira os dedos dentro de mim e toca meus lábios dizendo:

– Reconheça teu sabor, seu tesão, sua vontade de pertencer queimando dentro de ti minha cadelinha.

Ele se esfrega em minha bunda, apesar de estar com suas calças eu sinto sua ereção e ele diz:

– Meu desejo de te fazer minha não é de agora. Tem química, afinidade entre nós e você sabe disto menina! Então vamos estabelecer algo, vou começar sua disciplina por todas as vezes que esteve em falta comigo. E sua palavra de segurança, sua safeword será ARQUIVO. Já que foi por causa deles que estamos aqui presos até mais tarde. Eu não quero ouvir nada de sua boca além de teus gemidos, do teu choro e não seja tão escandalosa, você sabe que os vizinhos podem nos ouvir. Estamos entendidos?(risos)

Ele esta sendo irônico, já que estamos sozinhos e o escritório de dois andares está posicionado em uma área comercial. Eu fico irritada, excitada, surpreendida por aquele lado sarcástico, diabólico e incrivelmente sexy que ele está me mostrando. Eu sou retirada de meus pensamentos com outro tapa, suas mãos puxando meu cabelo e sua voz quente no meu ouvido:

-Responda minha menina!

Eu sinto raiva por aquele gesto tão alfa, mas a frase “minha menina” me destrói qualquer defesa e respondo como o que sei ser, com a minha alma, com que sinto por ele:

– Sim Senhor, eu entendi.

Ele alisa minha bunda e sorri. Se abaixa e beija meu rosto. Logo se levanta e sinto os primeiros golpes, me contorço sobre a mesa, fecho os olhos e sinto cada golpe como uma dança libertadora, como uma luz em um quarto escuro, estou tremendo e seus golpes são cruéis, mas seus gemidos juntos com cada movimento, me faz sentir uma emoção indescritível.

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Ele coloca o cinto sobre a mesa, beija as marcas de meu bumbum que agora esta em chamas, me faz girar e me abraça, não sei por quanto tempo estamos ali abraçados, mas nossas respirações se acalmam ele enxuga as lágrimas do meu rosto e me beija me deixando sem ar, ele belisca meus seios e me empurra pra cima da mesa novamente, ele me faz abrir as pernas ao máximo, se posiciona entre minhas coxas. Sinto seus beijos em minha virilha, mordiscando ele se aproxima e invade minha vagina em um beijo profundo eu não demoro mais que segundos e logo solto meu gozo tremendo em sua boca, ele aperta, belisca meus seios e só me solta quando paro de tremer e meu gozo se acalma.
Ele me abraça me beija e sentir o meu sabor em seus lábios me deixa alucinada, eu então imploro:

– Preciso te sentir dentro de mim…Senhor…por favor…

Ele sorri, me da outro beijo, e me penetra a vagina com dois dedos e ao mesmo tempo em que me fode num vai e vem louco de seus dedos, com outra mão castiga meu clitóris que está inchado, eu rebolo, tremo, imploro gemo, choro e gozo molhando suas mãos.
Ele me beija, me abraça e me diz:

– Sei que você quer mais, sei o que você precisa MINHA menina, mas não faremos aqui, não com tanto trabalho pra fazer e não sem antes acertarmos certos detalhes mocinha.
Ele me beija e me abraça. Então depois de muito carinho, vestimos nossas roupas e voltamos ao trabalho, mal sabe ele que eu fiz de propósito com os arquivos, somente para passar mais tempo com ele.

Suspiro quando faço o ultimo documento e ele confere e envia por fax ao fornecedor.
Giro-me pra organizar os documentos sobre a mesa, ele me abraça por trás e sussurra ao meu ouvido:

– Boa menina! Adorei estar contigo, mas ainda não acabamos, vamos fechar o escritório, depois vamos para outro lugar pois precisamos terminar nossa conversa minha pequena, você tem muito que pagar por suas rebeldias.

 

continua….

5 Comments

  1. Bom dia. Estou entrando no universo BDSM e meu DONO sugeriu seu livro para que eu lesse. Mas não encontro onde comprar. Vc poderia me ajudar? Onde posso comprar o livro Entre o desejo e a crueldade. Muito obrigada.

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