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Diable capítulo  4

Não sei quanto tempo durou o beijo, quanto tempo permanecemos abraçados. Eu perdi a noção do tempo nos braços do Diable. Eu estava com uma sensação de aperto no coração e ao mesmo tempo um desejo ainda maior estava fervilhando em mim.  

Quando ele percebe que estou tão perdida quanto ele, sinto suas mãos em meu rosto. Ele olha em meus olhos e diz:

– Sem pressão. Admitimos o que estamos sentindo, agora adiante é saber como faremos com estes fatos. Respira Sabrina, se acalme.

Eu respiro lentamente e respondo sinceramente:

– Eu estou   exausta, apesar de me sentir estranhamente leve depois de falar em voz alto o que estou sentindo.

Ele abre um largo sorriso. Se levanta e me puxando para os seus braços me faz acompanhá-lo até o banheiro.

– Tudo bem se tomarmos um banho juntos? Quer dizer, já fizemos isto milhares de vezes, não neste banheiro, não depois …

Ele faz uma longa pausa e ao ver que eu lanço a ele um olhar de compreensão, ele continua:

-Não depois de constatar o que era obvio para nós dois.

Eu dou um leve sorriso e tento ser suave:

– Está tudo bem Vincenzo, nossos banhos sempre foram bem divertidos não é mesmo?

Eu o amava era um fato. Mas eu amava mais quando ele me olhava como naquele momento. Seu olhar safado, seu sorriso malicioso, seus olhos hipnotizantes, lindo, cada detalhe dele.

Ele abre o chuveiro do seu grande box, ele me puxa para debaixo da água com ele, mas desta vez seu abraço não fica imóvel.

Ele me empurra contra a parede fria do banho, invadindo minha boca de forma desesperada, dominante e eu retribuo.

Minhas mãos deslizam por seu corpo definido, suas mãos apertam meus seios, e quando eu penso que ele vai me virar e me penetrar de vez, ele para tudo. Eu solto um gemido de lamento em sua boca e ele fala:

– Eu vou fazer com você o que eu tenho desejado faz muito tempo. E para isto, precisamos estar na cama querida. Não quero mais do mesmo.

Eu provoco-o tentando descer para chupá-lo. Mas, ele me segura e sorrindo diz:

– Nem pensar sua diabinha, se você começar não vamos parar.

Ele se ensaboa e   eu admiro suas tatuagens, seu corpo que me enlouquecia sempre e permanecia em meus pensamentos todos os dias.

– Admirando a paisagem?

Eu pego espremo um pouco mais de sabonete líquido e deslizo pelo meu corpo, me demorando um pouco mais nos meus seios, antes de respondê-lo:

– Você realmente é muito convencido!

Ele solta uma gargalhada gostosa e depois se aproxima lentamente. Ele pega um pouco de sabonete e ainda sem tirar seu olhar do meu, ele me toca abrindo minhas pernas, de uma maneira que eu não consigo não fechar meus olhos automaticamente e pedir mentalmente que ele não pare.

Ele abre mais o jato de água sobre nós e depois o fecha abruptamente.

Saímos do banheiro direto para o quarto, tentei pegar uma toalha, mas ele me impediu.

-Acredite, você não vai precisar se secar. Eu farei isto por você. Vou secar cada gota sua Sabrina.

Um arrepio me percorre o corpo. Ele me deita na cama, mas não vem por cima de mim. Ao invés disto ele fica ali parado, me admirando, e sua mão direita vai direto para o seu pau.

Ele começa a se tocar e a visão é arrebatadora. Aquele diabo loiro, com sua majestosa virilidade em suas mãos, mostrando toda a sua vontade de me ter.

Eu não perco o tempo. E começo a fazer com ele o mesmo jogo, eu abro minhas pernas o máximo que posso e começo a acariciar meu clitóris a rebolar a cada vez que coloco um dedo dentro.

Ele joga a cabeça para trás e aumenta o ritmo da sua punheta. Quando ele solta sua ereção já está lá, poderosa, seu membro inchado, com as veias salientes. Ele se aproxima da cama, puxa meu quadril levantando minhas pernas por cima dos seus ombros e logo sua língua está no meu clitóris em uma dança descontrolada, eu levanto os quadris e quase que minhas costas saem da cama quando me arqueio. Ele se ajoelha para facilitar para mim, mas minhas pernas continuam nos seus ombros e sua boca me chupa, me lambe, me morde, me invade tudo de uma maneira intensa que não me deixa nem pensar. Todas  ás vezes que abro os olhos eu encaro seu rosto bonito, em meio as minhas pernas, seu olhar no meu. Eu estou jorrando e ele bebendo desesperadamente como se o meu corpo fosse a água que ele precisa para saciar sua sede em um deserto quente.

Eu me abandono ao prazer, eu tremo, aperto meus seios, perco minha voz, meu fôlego. Quando começo a entender o que está acontecendo, sinto a ereção de Vincenzo deslizar dentro de mim, ao mesmo tempo que sua boca me invade. Os movimentos dele eram certeiros, mas ao mesmo tempo mais lentos do que o habitual, ele gira o quadril a cada estocada, acertando a parte mais sensível dentro de mim.

Eu não consigo falar nada, sou uma bagunça de sensações, emoções, lagrimas estão descendo pelo meu rosto. Vincenzo beija meu ombro e se aproxima do meu rosto indo ainda mais profundo dentro de mim. Gememos juntos. E eu começo um lamurio infinito clamando ao meu demônio sedutor que não pare de me queimar. E ele não o faz, vai mais fundo, nossos corpos colados, nossas respirações ofegantes, nossos corações acelerados. Já nem sabia onde eu começava e ele terminava. Éramos um só ser buscando o ápice total do prazer.

Não demora e estou gozando, apertando Vincenzo dentro de mim. Ele tenta manter o controle um pouco mais, mas sem sucesso, ele me inunda com sua porra, repetindo ao meu ouvido:

– Eu te amo Sabrina, te amo loucamente…

Ainda em êxtase eu   respondo:

– Eu também te amo Vincenzo.

Enquanto nossos corações se acalmavam, eu permanecia ali imóvel sobre o peito dele, e os pensamentos eram inevitáveis. O que seria de nós a partir de agora?

Estes anos juntos vivendo sem compromissos, sem   sentimentos amorosos. E agora isto, os dois presos nesta armadilha que nós  mesmos depositamos em nossos corações.

-Não pense muito Sabrina. Você não tem idéia de quantos porres tomei pensando nisto. De quantas vezes eu saí do trabalho e comecei a pensar em pegar a estrada e ir te ver, confessar tudo para você.

Eu entendo o que ele está dizendo, porque senti a mesma coisa por muito tempo. Mas depois do meu ex noivo arrogante, controlador e baita traidor, eu jurei a mim mesma me concentrar no meu trabalho, na minha pós-graduação, nos meus sonhos, em mim. E Vincenzo não era diferente,  no caso dele foi pior, traído depois de uma semana de casado por uma interesseira sem coração.

Nós sempre fomos amigos, sempre rolava um flerte quando éramos solteiros, mas nunca levamos à sério. Algum tempo depois de sairmos todos os amigos juntos, em uma noite bebemos muito e transamos. E foi onde tudo começou, até que estabelecemos limites para a sanidade mental de ambos. E olha nós dois aqui nesta confusão.

Eu nem preciso descrever como foi nosso final de semana. Por todo o tempo transamos, ou melhor fizemos amor ardentemente, como diz Vincenzo. E os orgasmos de ambos foram sempre muito intensos. Era mais que paixão. E estávamos exaustos, quando na segunda ele me levou para o aeroporto. E estávamos tensos. E um gosto amargo me assombrava. O medo do que seria de nós à partir daí.

– Sabrina, vamos fazer funcionar de qualquer forma. Vou assumir o controle da minha filial na sua cidade, procurarei ampliar minha empresa por lá. E aqui deixarei alguém de confiança cuidando de tudo. Sei o quanto  a sua pós-graduação é importante para você. E não quero que a insegurança invada nossas vidas. Mas também não quero te sufocar. Quero apenas poder cuidar de você, te apoiar e fazer amor com você em uma frequência maior do que a habitual.

Dou uma risada com sua fala e provoco:

– Mais do que o habitual? Nos não saímos da casa este fim de semana. Você estava sempre dentro de mim.

Ele dá uma risada gostosa e me abraça. Bom, você não reclamou, aliás me provocou muito. Além do mais, experimentamos cada ângulo da minha casa. E quanto a não sair, eu me defendo, o jardim, a piscina e a jacuzzi são na área externa da casa. E gostaria de te lembrar que fomos buscar sua mala no hotel e comprar comida. Isto também conta.

– Você é terrível Vincenzo. Ainda bem  que fizemos ao menos estas coisas fora de casa. Eu precisava das minhas coisas, e me alimentar, já que fazer um sanduíche foi o máximo que conseguimos.

– Por mim você não precisava da sua mala, afinal ficamos nus quase todo o tempo.

– Sim Vincenzo, eu precisava da mala, pelo meu anticoncepcional, sem bebês lembra?

Ele beija o alto da minha cabeça e sussurra ao meu ouvido

– Sem filhos eu prometo. Mas confesso que independente do que acontecer conosco, você é a mulher que eu desejo um dia ter filhos.

Eu fico tensa, meu coração acelera. E apesar de mais louco que isto seja, saber disto me desperta um sentimento de plenitude. Ele sorri provocante dizendo:

– Um diabinho já me basta, acredite em mim. Mas praticar tomando todos os cuidados é bem mais gostoso.

Eu dou o último abraço nele antes de embarcar. Sua boca me devora. E quando ele me solta eu sinto um vazio enorme no meu peito, meus lábios ainda estão deliciosamente quentes da sua boca.  Pego a mala e sigo para o portão de embarque.

Dou um último olhar para ele, ali parado me olhando. E eu sigo em frente.

Duas semanas se passaram, algumas conversas quentes. Mas ainda não nos encontramos. Vincenzo continua trabalhando muito, organizando tudo para mudar de cidade para ficar perto de mim. E eu por minha vez, não pude voltar para encontrá-lo. Estou muito ocupada com os estudos.

Mas hoje é dia de abrir uma exceção, Aline uma amiga do trabalho faz aniversário e vamos para uma boate badalada da cidade. Eu até tentei ver se o Vincenzo viria, mas ele tinha reuniões importantes e não poderia estar aqui em tempo.

Então estou eu aqui na entrada desta boate, com saltos vertiginosos, vestido provocante, mas sou uma súcubos sem o meu Diabo. As coisas entre nós ainda estão meio estranhas, mas o desejo está em um nível jamais atingido antes. Apesar de estarmos longe, ele é crescente.

Aceno para as meninas do escritório, Aline está radiante queria muito estar na área Vip desta boate e conseguimos organizar tudo para ela.

Entramos, e sinceramente apesar do ambiente bonito, moderno, música e bebidas boas; nada ali me chamava atenção. Eu queria voltar para a casa, fazer uma vídeo chamada com Vincenzo e gozar descontrolada, pedindo para ele vir logo ao meu encontro.

Eu danço com as meninas, bebo e desejo com todas as minhas forças voltar para casa, ou melhor seria estar com Vincenzo em casa.

Eu tiro o celular da bolsa pensando em enviar uma mensagem para ele. Mas sou surpreendida por uma mensagem sua:

“Eu aposto que você é a garota mais gostosa da festa. E eu não vejo a hora de pegar minha garota bonita, de envolvê-la em meus braços… de te devorar inteira. De te encostar em alguma parede e te foder, transar, fazer amor, transcender chame como quiser. Eu quero tudo com você Sabrina. E eu não posso prometer manter meus modos quando eu te encontrar.  Eu te amo, mas não consigo controlar o desejo insano de te preencher, de te fazer gemer, gritar, chorar, sussurrar meu nome. Clamar por misericórdia enquanto aperta meu pau com sua buceta, quente, molhada, inchada.

Eu termino der ler sentindo calor por todo o meu corpo. A vontade de sentir ele dentro de mim escorre por minhas coxas. Eu pego o telefone para responder. Mas ele me liga em seguida. Eu atendo, mas não escuto bem por causa do barulho, aceno para as meninas e sigo para fora da boate para tentar falar com ele.

Caminho pela rua lateral da boate, até conseguir ouví-lo.

–  Sabrina, você consegue me ouvir?

– Sim, agora estou te ouvindo. Como você faz isto comigo? Não é justo que você me provoque deste jeito, sabendo que estou aqui a quilômetros de distância. Que já faz semanas que não nos tocamos…

– Eu sei Sabrina, acredite, na primeira oportunidade que eu tiver, estarei aí, entre as suas pernas.

Eu dou um sorriso acompanhado de um gemido de prazer e ao mesmo tempo de frustração.

– Mas você não está aqui e está sendo mais difícil do que eu pensava.

– Eu sei querida, eu sei. A ligação está perfeita, onde você está?

Me encosto na parede e fecho meus olhos por um instante.

– Estou na rua lateral da boate. Mas agora vou entrar lá dentro e dizer para as meninas que não estou bem. Eu já queria ir para a casa mesmo. Então quem sabe quando eu estiver por lá podemos nos ver pelo celular?

– Você está indo para a casa para gozar comigo?

Bufo e respondo:

– Senhor convencido, gostaria de avisar que também disse que estou cansada e pretendo ir para casa dormir…

Sinto um corpo que se encosta no meu, e uma mão cobre minha boca. Eu fico assustada apenas por um milésimo de segundo, logo reconheço o perfume e quando ele me gira de frente reconheço aquela cara convencida e provocante. Ele sorri e diz:

– Posso resolver a sua vontade de ir para a casa, mas não prometo que você vai dormir querida. Pretendo te arrastar para a cama e somente sair de lá quando estivermos saciados.

Ele invade minha boca de uma maneira forte, me faz gemer em sua boca pedindo mais quando ele me solta.

Ele sorri e volta a me beijar alisando minhas costas nuas, o arrepio que sinto por seu toque atinge em cheio entre minhas pernas. Eu estou latejando, desejando este perverso dentro de mim.

Ele me puxa para dentro da boate e me diz:

– Vá se despedir de suas amigas como você queria. Eu te espero no bar.

Desta vez sou eu quem o provoca. Invado sua boca com um beijo cheio de desejo, de promessas, minha mão desliza no seu peitoral bem definido, nos seus bíceps, em suas costas largas ele me pressiona contra sua ereção, me dando sinais que ele está mais que pronto para me saciar. Eu me afasto, recuperando meu folego. E vou até as meninas me despedir.

Me aproximo de Aline e a informo:

– Eu sinto muito, mas tenho que ir para a casa, surgiu um imprevisto…

Ela se aproxima envolvendo meu pescoço e eufórica me diz:

– Querida, vimos o delicioso anjo loiro que você estava agarrando. No seu lugar faríamos o mesmo. Se divirta, mas antes de ir embora pergunte se ele não tem algum irmão gêmeo, se não ao menos um amigo tão gostoso quanto ele.

– Ah sim, este anjo foi expulso do paraíso. E se diverte em me fazer arder com ele.

Ela abre um largo sorriso e diz:

– Céus! Sabrina tenha piedade e vai logo. Mas não se esqueça de dizer para ele meu recado.

Ela diz brincando e me dá um beijo na bochecha.

Dou uma risada e olho para as outras meninas que se despedem acenando com as caras mais safadas.

 Eu me afasto rindo, elas já estão bêbadas.

Caminho até o bar e lá está ele, bebendo seu líquido âmbar sem gelo. Eu me aproximo, ele me puxa para ele e sorri.

– Vamos?

Eu balanço a cabeça concordando.

Em poucos minutos ele está dentro do carro e eu já coloquei meu endereço no seu GPS.

Ele começa a dirigir e eu não consigo desacelerar meus pensamentos. Então interrogo:

– Você disse que tinha uma reunião e não poderia estar aqui em tempo. O que aconteceu?

Concentrado na direção ele responde:

– Eu não menti Sabrina. Eu tive uma reunião difícil com o pessoal do meu escritório hoje a tarde. No início da noite eu estava fechando negócios importantes. Mas corri com tudo para poder te surpreender. Desculpe se …

Observando seu nervosismo eu o interrompo:

– Não se desculpe. Eu adorei ser surpreendida. E estou adorando poder estar novamente perto de você.

Ele alcança minha mão e leva até seus lábios, beijando cada um dos meus dedos de forma lenta, arrastando seus lábios de maneira preguiçosa. O gesto é simples, mas é carregado de devassidão. Eu me movo no assento do carro, ele sorri e me olha de relance.

– Ok, você está muito convencido. Eu sei…

– Sabrina você não tem idéia do inferno que foi estes dias. Não sabe quantas vezes eu desejei você ardentemente. Perdi a conta das vezes que me masturbei como um adolescente pensando em você, nesta sua buceta apertada, nesse seu cuzinho macio, nessa sua boca demoníaca. Eu já estava com dificuldade de concentração no meu trabalho. E não foi só o sexo que senti falta, senti falta de você adormecer nos meus braços, de dormir com você colada em mim.

Ele sabe como me deixar tonta com suas palavras, confusa com meus pensamentos e deixar tudo devastador para o meu coração.

– Eu também senti muito sua falta Vincenzo.

Ele estaciona o carro na garagem e subimos para o meu apartamento. E não foi dito nada. Mas foi feito muito. Os beijos estavam mais intensos, mais quentes, mais ousados.

Em meu apartamento ele me solta. E ambos tentamos recuperar o fôlego, enquanto tranco a porta.

– Então, esta é a sua casa. Finalmente. Eu estava em desvantagem visto que nossa última vez foi na minha casa. Depois de todo este tempo sempre te encontrando nos hotéis daqui da sua cidade, agora estou na sua morada .

Eu sorrio e mostro para ele meu pequeno apartamento. Sem o luxo que é o que ele está acostumado.

Com a voz baixa ele diz:

– É a sua cara Sabrina. Doce, aconchegante, apaixonante.

Ele se aproxima e enquanto me beija ele abre o zíper do meu vestido.

Eu mordo o lábio dele e provoco

– Uma palavra de romantismo e já joga minhas roupas no chão.

Ele sorri e com voz carregada ele diz:

– Eu fui delicado querida, eu poderia ter rasgado nossas roupas, porque estou tão selvagem, estou domando a fera dentro de mim, acredite em mim estou me contendo.

Os olhos dele se tornam labaredas. E eu entendia perfeitamente aquela necessidade.

– Eu preciso falar algo com você, precisamos conversar, mas eu não vou conseguir tirar minhas mãos de você e me concentrar em nada se não saborear você antes.

Eu tiro minha lingerie e vou para cima dele, tirando sua camisa, sua calça que ainda atrapalhavam.

Ele me empurra para cima do sofá, me puxa para baixo e cai de boca entre minhas pernas, meus gemidos são contidos mordendo as almofadas. Eu não sei quantas vezes gozei na sua boca sentindo-o absorver cada gota, seus dedos dentro de mim. A visão do seu corpo nu, sua ereção, seu cheiro, meu gozo, mais viciante que qualquer droga.

Ele me puxa e trocamos de lugar. Estou por cima dele, que está deitado no sofá. Desço lentamente em sua ereção, ele aperta meu quadril, eu balanço meus quadris, giro lentamente, aperto seu membro e ele geme meu nome.

Ele empurra, eu desço, eu subo ele empurra novamente, eu desço, lento, rápido, já não tinha uma precisão, mas era um ritmo nosso, no momento certo a dose certa.

Eu rebolo enquanto ele está acertando dentro de mim sem piedade. Uma de suas mãos desce do alto dos meus seios para entre minhas pernas, torturando meu clitóris até nossa libertação.

Eu caio nos braços dele. E ficamos ali tentando nos acalmar e não sei quanto tempo isto levou. Mas ali permanecemos, alisando um ao outro, recuperando o folego e a sanidade.

Depois de um longo banho, abrimos um vinho e nos sentamos no sofá um de frente para o outro.

– Agora vamos conversar Sabrina, eu preciso ser sincero, será uma conversa delicada.

Meu coração acelera e logo penso que ele mudou de ideia quanto a tudo o que falamos e sentimos.

Eu não vou enrolar e vou te dizer tudo de uma vez.

– Então diga querido, pois você está enrolando falando assim.

Ele faz um longo respiro e fala:

– Eu vim de vez. Me mudei oficialmente para cá. Comprei uma casa, organizei meus negócios e aqui estou.

Eu só consigo responder

– U-Uau. Eu nem sei o que dizer Vincenzo.

Ele sorri e demostrando nervosismo me diz:

– Que está feliz?  Afinal, foi o que combinamos. Eu estabelecer e ampliar meus negócios aqui para continuarmos com nossa relação e ver no que vai dar.

– Sim, claro, e-eu só fiquei surpresa…eu…

Ele não espera nem mesmo você assimilar tudo. Ele dispara:

– Tem mais…

Eu arregalo meus olhos e bebo de uma vez a taça de vinho, antes dele dizer:

– Eu comprei a Fenicce. De hoje em diante sou oficialmente dono do Grupo Fenicce. E…

Eu não sei se fico assustada ou irritada. Mas dou o benéfico da dúvida e falo:

– Não me diga que você vai administrar a aérea norte?!

Ele parecendo constrangido diz:

– Pelo amor, não pense que fiz isto de propósito, que quero te sufocar, te vigiar. Eu não, em nenhum momento. É que a oportunidade era grande e eu precisava me estabelecer ainda mais por aqui. Meus negócios onde deixei estão em boas mãos você sabe. Mas aqui eu tenho que amplificar se quiser ser reconhecido…

– Ok Vincenzo. Eu realmente estou chateada, mas entendo o seu lado. Ao menos vamos trabalhar em prédios separados afinal eu estou na área sul e …

– Na verdade não, de amanhã em diante toda a área Sul e Norte serão concentradas no mesmo prédio no centro da cidade. Obviamente a mudança definitiva será dentro de um mês. O conselho decidiu concentrar tudo neste prédio porque ele possui muitos andares, mais espaço, estacionamento maior…

 Não escondo minha frustração em dizer:

– Então, vai ser meu chefe direto é isto? Puta que o pariu Vincenzo…

Ele angustiado responde

– Calma Sabrina. Ao menos isto consegui evitar. Eu dou a palavra final é verdade. Mas deleguei os assuntos importantes para os que estão administrando atualmente. Sou o Ceo, estarei no escritório da cobertura nada mais. Todo e qualquer coisa que deve ser resolvida comigo, será feito na cobertura. Você raramente me encontrará no trabalho.

Eu respiro fundo frustrada e ele continua:

-Farei de tudo para não interferir no seu setor. Eu sei que está lutando por uma vaga em um nível superior, mas juro que não vou interferir em nada. Eu …

Irritada eu falo:

– Você poderia ter ao menos me comunicado o que estava fazendo, assim eu poderia decidir o que fazer. Eu acabei de recusar uma proposta de trabalho do concorrente. E eu…

Vincenzo se desespera com minha reação, mas eu não admito perseguição, ser controlada por homem nenhum, por mais apaixonada que esteja. Eu já tomei minha dose amarga deste tipo de relacionamento e não quero jamais viver o mais do mesmo.

Eu me levanto e sem pensar falo:

– Eu preciso de espaço, preciso respirar. Eu quero que você vá embora.

Ele arregala os olhos, abre a boca para falar algo mas desiste.

Ele recolhe suas coisas, veste apenas sua calça e sapatos, pega a camisa e tenta vir ate mim. Mas desiste no meio do caminho.

Ele respira pesadamente, eu me viro para a janela tentando me acalmar.

– Sabrina, eu sinto muito. Sei o que parece, mas esta não foi uma decisão fácil de ser tomada, eu precisava de fazer esta escolha para poder tornar real nosso combinado.

Eu estou segurando as lágrimas, não digo nenhuma palavra até escutar ele fechar a porta.

Eu tento, vou para o banheiro, tomo um banho demorado deixando o choro escorrer com a ducha fria em meu corpo.

Eu me jogo na cama, coloco meus fones de ouvido e aperto minha lista de reprodução.

Claro que entendo que ele não tinha muitas opções nesta sua área de trabalho, ele tem que agir rápido e ver onde pode ganhar mais. Foi assim que ele construiu sua fortuna, comprando negócios que estão passando por dificuldades. Ele as compra, administr e as fazem crescer.

Mas ter ele como um chefe mesmo que não seja direto me faz em pedaços.

Pois a nossa relação que normalmente deveria estar começando de forma serena, está caindo em um aspiral de problemas.

Ele me fez falta, não posso negar, seu corpo se encaixa perfeitamente no meu, de modo indecente, cruel e inexplicável. Neste momento não tenho muito o que fazer, preciso deste trabalho ao menos por alguns meses. E eu preciso dele, mas não vai ser tão fácil absorver tudo isto.

Nos meus fones eu escuto Sere Nere do Tiziano Ferro e o meu choro aumenta:

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