Contos eróticos de todos os gêneros

Através da janela eu olhava a chuva intensa que caia. A noite estava fria, mas o meu corpo estava quente, pois eu sabia que a qualquer momento ele chegaria.

Já fazia dois meses que eu estava a sua total disposição, em um quarto confortável que ele alugou para mim no Belmond Grand Hotel Timeo em Taormina na Sicília, Itália.

 Eu nem podia acreditar, ele tinha me visto fazer strip-tease algumas vezes na boate em que eu trabalhava em Milão, as suas gorjetas eram sempre generosas quando ele me levava para o quarto.  Ele apenas me pedia para dançar e eu sempre desejava mais com ele. A sua beleza era selvagem e perigosa, alto, tatuado, olhos cor de mel e um sorriso perverso. O que me fazia desejar ser tocada, penetrada por ele. Mas ele continuava inalcançável para mim, permanecia sem camisa, fumando cigarros e bebendo seu uísque. Ele terminava seu tempo comigo quando tomava seu banho demorado e saia de lá totalmente nu, sem nenhum pudor ainda ereto. Ele sorria para mim e eu me contorcia com vontade de tocar em seu corpo, mas eu não fazia, pois das regras que ele exigia esta era a principal. Nunca falar sem ele perguntar algo, nunca falar sobre ele com ninguém, nunca tocar em seu corpo.

Seus olhos controladores, pareciam esconder um mundo perigoso, mesmo assim eu não me importava com nada disto. De certa forma, eu já estava acostumada com o submundo a minha volta.

Eu sabia apenas o seu apelido, Don. Ele sempre estava cercado de seguranças bem armados, apesar de seu corpo alto e musculoso por si só, já ser bastante ameaçador.  Ele estava sempre bem elegante em seus ternos caros, mostrando que seu poder não era somente físico, era financeiro também. Eu sabia que ele deveria ser alguém importante, provavelmente um chefe de alguma família da máfia, isto ficou bem claro para mim. Mas existia algo nele que me atraia de forma insana, meu cérebro me dizia “corra, fuja dele”, mas o meu corpo me dizia “se entregue, se conceda.”

Por noites seguidas ele esteve na boate e meu tempo era todo reservado para ele, eu era proibida de dançar para outros desde que ele me levou para o quarto pela primeira vez e exigiu exclusividade.

E desde então, um jogo de silêncio e tentação se iniciou entre nós. Ele ficava ali me observando, visivelmente excitado, eu me despia para ele, com movimentos sensuais. Eu obedecia em silêncio seus poucos comandos, que se resumiam em fechar meus olhos, virar-me ou despir-me. Eu aspirava por qualquer reação dele que resultasse em nossos corpos sobre a cama, mas ele parecia ter um autocontrole inabalável e eu permanecia desejando-o desesperadamente.

Quando o seu “Consigliere” veio até mim, me fazendo a proposta de restar no hotel a disposição de Don, eu apesar de sentir medo, decidi aceitar. Eu não correria menos risco dos que já estava acostumada a viver em minha vida de Stripper. E então em poucos dias tudo estava feito, um carro foi mandado para me buscar, fui recebida no hotel com champanhe e roupas caras a minha disposição. Tudo o que eu desejasse era somente pedir e tudo era proporcionado para mim imediatamente, menos a sua presença que eu tanto desejava. Passei dias relaxando na piscina e Spa do hotel. Tratamentos de beleza, novo corte e cor de cabelo, tudo proporcionado pelo meu misterioso provedor que eu desejava se tornasse o meu amante.

Dois meses e ele nunca veio, eu estava começando a ficar confusa e frustrada com tudo aquilo. Eu tinha um mundo aos meus pés, dinheiro chegando na minha conta e todas as regalias que uma mulher ambiciosa pudesse desejar. Mas as minhas noites eram vazias, meu sono era invadido por sonhos luxuriosos com Don. Onde eu me deliciava e me entregava aquele corpo perfeito. Nas vezes que eu tinha visto ele nu, memorizei cada uma de suas tatuagens e nunca esqueci seu olhar quente e devasso me desejando. E eu realmente não conseguia entender o fato dele nunca ter transado comigo, apesar de seu corpo mostrar o quanto me desejava.

Mas hoje eu tinha esperanças de que isto mudasse, afinal, eu tinha recebido ordens para que me preparasse para ele. E ali estava, usando apenas uma lingerie que tinha sido enviada para o meu quarto. A peça se resumia em tiras delicadas que mal cobriam minhas curvas, saltos vertiginosos completavam o look sensual.

Sobre a mesinha que foi entregue pelo serviço do hotel, estava o uísque preferido dele e um balde de gelo. A espera estava me deixando ansiosa, mas acima de tudo excitada com a possibilidade de ter os lençóis da cama bagunçados pelos golpes do seu corpo possuindo o meu.

Suspirei com o pensamento profano enquanto senti um calor líquido escorrer por minhas coxas. Dois meses sonhando com ele, esperando por ele me tocando pensando nele. Automaticamente passei meus dedos entre minhas coxas sentindo o molhado escorrer por minha pele. Quando me virei para ir ao banheiro me limpar me deparei com ele, Don estava ali, perfeito como sempre, exatamente como eu me lembrava.

Ele estava com um olhar provocativo e um sorriso em seus lábios tentadores. A camisa entreaberta deixava a mostra a pelugem sobre seu peitoral, a calça deixava visível suas pernas torneadas sob o tecido, todo vestido em preto ele parecia ainda mais perigosos do que já era.

_ Chloé…

Meu nome saiu de sua boca não com advertência, mas com volúpia. Ele em instantes estava me pressionando contra a janela, uma de suas mãos apertando meu queixo de maneira possessiva e a outra estava espalmada sobre minhas costas me puxando para si.

Me perdi em seus olhos cor mel quando seus lábios encontraram os meus pela primeira vez. Sua língua ávida encontrou a minha me fazendo gemer em sua boca.

_ Don…_ sussurrei quando seus lábios permitiram.

O beijo tinha sido enlouquecedor, como tudo naquele homem.

Como eu podia desejar tanto um homem que eu mal sabia o nome.

_ Donatello DiSantis, piacere. _ ele disse enquanto beijava a curva do meu pescoço, parecendo adivinhar meus pensamentos.

Senti um calafrio subir minha coluna. Eu sabia o que aquele sobrenome significava. Ele pertencia a família mafiosa mais poderosa da Itália. O meu padrasto tinha trabalhado para os russos por muitos anos e todos temiam os DiSantis.

Como um bom predador ele sentiu o medo que exalava de meus poros, sua mão envolveu meu cabelo em seu punho e inclinou minha cabeça para que seus olhos perigosos me observassem.

_ Algum problema? _ seu rosto era indecifrável o que fazia meu coração acelerar.

Eu sabia o poder de sua família, eu conhecia o submundo muito bem. Apesar de saber muito eu me limitava a apenas fazer meu trabalho de stripper na boate, saia com homens tão perigosos como ele e não queria perder a minha vida. Tentei me acalmar, mas o problema é que uma dúvida tinha acabado de se instalar em meu peito. Talvez o interesse dele por mim tinha a ver com o que eu tanto tentava esquecer.

Meses atrás eu tinha escutado sobre uma ameaça a um membro de sua família, “Lucca DiSantis”.

Foi quando eu estava servindo Don Nico, o capo da Ndrangheta. Eles pretendiam matá-lo, eu guardei isto comigo, não queria saber disto, sabia o peso desta informação. Engoli em seco eu deveria ser convincente e responder rápido.

_ Eu já ouvi falar sobre sua família.

Ele ergueu sua sobrancelha e aproximou seu rosto do meu.

_ Eu tenho certeza de que já ouviu muito sobre a minha família. E vou adorar saber tudo o que quer me contar. Mas agora, tenho planos melhores para a sua boca deliciosa.

Seus lábios novamente estavam nos meus e mais uma vez eu me perdi nos movimentos famintos de sua língua se envolvendo com a minha em uma dança sensual. Senti toda a excitação do seu corpo contra a minha virilha e eu já tinha esquecido o quanto ele poderia ser perigoso, nocivo e até mesmo letal para mim.

Eu o desejava muito mais, eu precisava dele, esta era a sensação a cada toque dele. Donatello não vacilava nem por um segundo, seguro de si ele me empurrou para a cama e enquanto meu corpo sentia os lençóis macios a visão mais excitante do mundo se materializava em minha frente. Ele rapidamente estava se livrando de sua roupa, revelando para mim o seu corpo que apesar de eu mal ter tocado nas vezes em que estivemos juntos, eu tinha memorizado cada pedacinho, cada tatuagem, cada cicatriz, cada músculo. Meu olhar acompanhou sua mão quando ele se livrou da última peça que cobria seus quadris, sua ereção foi liberada enfim e estava majestosa, dura e brilhava com a gota do pré-gozo, me fazendo salivar.

Não precisou de sua ordem falada, bastou um olhar seu e eu caí de joelhos abocanhando o que eu tanto ansiava sentir. Ele soltou um gemido gutural enquanto uma de suas mãos voltava a enrolar os meus cabelos em seu punho. Eu engoli cada centímetro de sua dureza com volúpia desejando-o enterrado dentro de mim, estocando o meu profundo, me fazendo gritar. O seu sabor em minha língua me fez gemer de prazer e abrir ainda mais a minha boca para ele.

As estocadas dele estavam sincronizadas com meus movimentos de cabeça enquanto eu o levava para o fundo da minha garganta. Quando eu pensava que ele iria gozar ele saiu abruptamente olhei para cima e seu olhar queimava sobre mim. Ele agarrou seu comprimento se masturbando a centímetros da minha boca entreaberta que queimava em sua ausência. Um sorriso safado se formou em seus lábios enquanto ele batia em meu rosto com sua ereção e eu tentava abocanhá-lo. Em um ímpeto feroz ele me empurrou sobre a cama, quando pensei que ele ficaria sobre mim, ele se ajoelhou ao meu lado e se abaixou até seus lábios encostarem nos meus.

_ Feche os olhos! _ sua voz rouca de excitação me atingiu e eu fechei os olhos tremendo pela ânsia de ser tocada por ele.

Segundos tinham se passado, mas pareciam minutos infinitos quando senti algo delicado tocar meu rosto e descer lentamente por entre o decote do sutiã, meus mamilos espremidos pelas tiras de renda doíam, eu sentia o cheiro de rosas, ele provavelmente estava usando uma das que estavam no vaso ao lado da cama para me instigar. Eu me contorci ainda mais e senti ele respirar pesadamente enquanto o toque suave descia por minha barriga, pelo interno das minhas coxas, gemi suplicando por qualquer contato quando ele se afastou.

Eu já estava temendo que ele como das outras vezes apenas se masturbasse me observando e terminasse nossa noite com um banho demorado, deixando grossas notas de dinheiro ao meu lado na cama.

Mas quando senti seus dedos deslizando em meus lábios, toda a dúvida me abandonou quando eu os suguei em um gesto de pura lascívia onde eu clamei por ele. Ele me beijou e quando se afastou ele sussurrou.

_ Abra os olhos quero que me veja te possuindo, para que não te reste dúvidas que eu vou te devorar inteira.

Sua imagem agora estava ali e ele parecia ainda mais excitado, mais selvagem, mais poderoso.

Ele avançou sobre mim de maneira possessiva. Por onde suas mãos deslizavam deixavam a minha pele quente e desejosa. Ele beijou, sugou meu pescoço me fazendo ofegar, enquanto ele desabotoava o soutien. Quando meus seios ficaram expostos ele os envolveu em suas mãos apertando com desejo. Seus lábios beijaram suavemente meus mamilos, enquanto eu desesperada agarrava seus cabelos puxando-o para mim.

A sua resposta foi sugar avidamente os bicos enrijecidos tentando me dar alívio. Eu não sabia se naquele momento as suas regras ainda valiam, mas eu não estava me importando pois eu queria infringir cada uma delas.

Desci minhas mãos para suas costas largas arranhando-a e envolvi minhas pernas em seu quadril.

O volume duro pressionando entre as minhas coxas deixava claro o quanto o seu desejo por mim era enorme.

Ele continuou suas carícias beijando minha barriga e descendo um pouco mais. Deixei escapar um gemido de prazer, eu não pretendia tentar esconder o meu desejo por ele.

Ele sorriu contra a minha pele e lentamente desceu minha calcinha.

Um sorriso safado se formou em seus lábios com a visão do fluido viscoso que estava na renda. Ele tirou a peça do meu corpo, deixando minha intimidade molhada e exposta para ele.

_ Isto é um elogio e um potente afrodisíaco para mim. _ ele sussurrou enquanto se abaixava entre minhas coxas.

_ Duvido que você algum dia precisou de algum afrodisíaco…

_ Não, nunca precisei. Mas ter você assim para mim, molhada, literalmente gotejando, me desejando dentro, me faz ter mais virilidade, mais vontade de te foder da maneira que você merece. _ ele sussurrou enquanto seus dedos alisaram e me abriram para a sua língua que avidamente me penetrou, castigou e instigou.

Os gemidos que antes estavam em meus lábios, se transformaram em gritos acompanhados de palavras desconexas até mesmo para mim.

Senti seu dedo me penetrar fundo enquanto a sua língua acariciava meu clitóris inchado pelo desejo.

Seu dedo pressionou o ponto certo fazendo explodir um orgasmo intenso que me consumia enquanto ele me abocanhava por inteiro e suas mãos seguravam minhas coxas com força enquanto ele me devorava.

Meu corpo convulsionava. O tremor me consumia e com a mente confusa senti ele se afastar e voltar segundos depois deslizando um preservativo sobre sua ereção.

Antes que eu recuperasse o fôlego e tentasse alcançar uma linha de raciocínio, ele pressionou sua glande me invadindo lentamente, enquanto seu dedo acariciava o meu clitóris.

Um tremor ainda maior me invadiu junto com sua extensão dura. Eu me perdia a cada estocada, sentia o meu corpo inchar envolvendo o seu que latejava dentro de mim. Ele chupava minha pele enquanto entrava mais fundo. Os nossos gemidos estavam misturados ecoando pelo quarto.

E eu clamava para ele não parar, eu queria que aquela sensação dele duro e impiedoso dentro de mim, durasse para sempre. Ele ergueu minhas coxas afastando-as um pouco conseguindo entrar ainda mais fundo, me fazendo perder o resto do controle que eu ainda tinha. Fechei meus olhos extasiada pela sensação avassaladora que me consumiu, me fazendo fechar os olhos enquanto eu sentia-me contrair descontrolada em volta dele.

Eu já tinha sentido orgasmos intensos em minha vida, mas nada se comparava ao que estava sentindo com Donatello. Ele acelerou os movimentos e xingou seguido de um gemido gutural enquanto seu corpo tremia sobre mim e pude sentir ele se derramar quente em uma última estocada.

Quando abri meus olhos ainda recuperando meu fôlego seu olhar estava sobre mim e ele ainda ofegava tentando também recuperar-se.

Ele se abaixou, segurou meu queixo inclinando meus lábios que já estavam entreabertos a espera dos seus. Sua língua encontrou a minha mostrando que ele ainda estava no comando e eu ainda estava inchando em volta dele que ainda estava em espasmos. Quando nos acalmamos e o beijo o acabou, ele saiu lentamente de dentro de mim e sua voz ainda rouca de tesão me deixou ainda mais confusa.

_ Tenho outra proposta para te fazer.

Continua….

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