Nossas respirações estão ofegantes. Eu ainda estou apoiada na parede, minhas pernas tremendo. Eu estou queimando por dentro desejando cada centímetro da sua ereção dentro de mim. Mas ele continua me analisando de cima em baixo, com um sorriso convencido no rosto. Eu estou toda abalada. E ele? somente o topete bagunçado e a respiração ofegante, o resto continua imaculado. Seu terno perfeitamente sob medida em seu corpo continua impecável. Sua ereção é evidente sob a calça, mas ele continua lá me fixando.

-Vejo que ficou feliz em me ver novamente._ eu o provoco dizendo.

Ele fica sério, se aproxima lentamente, e com um sussurro em meu ouvido ele diz:

-Pegue-o! E sinta toda minha saudade querida!

Eu liberto sua ereção e percorro seu membro. Sinto ele inchar e crescer ainda mais entre meus movimentos, posso sentir as suas veias em relevo. Eu o encaro com o olhar de vadia faminta que com certeza eu estava neste momento. Ele geme alto e empurra seus quadris alternando o ritmo dos movimentos da minha mão. Ele empurra seu corpo contra o meu me pressionando contra a parede.  Apoiando seus braços contra o muro frio ao lado do meu rosto, ele me olha profundamente e sorri. Eu alterno meus movimentos e quando tento descer para levá-lo em minha boca, sou impedida por ele.

-Agora não!

Eu continuo meus movimentos, ele treme todo seu corpo. Seu maxilar tencionando assim como seus músculos. De repente ele se afasta gemendo. Ele respira profundo e me diz:

-Se eu deixar você continuar não sairemos deste quarto o fim de semana todo. Eu quero te foder até você perder os sentidos, quero você de joelhos implorando minhas estocadas na sua buceta, eu quero te fazer chorar enquanto goza descontrolada. Mas acredite esta festa será divertida. Será bem mais excitante nosso sexo depois.

Eu o interrompo:

-Não é justo, afinal você fez o que quis comigo. E …

Ele da uma risada e fala:

-E você quer me dizer que ficou chateada por ter gozado?

Eu bufo e continuo:

-Não estou lamentando meu gozo, estou lamentando o fato de não te sentir gozar. E quanto a festa, lembre-se que é uma festa de luxúria, de desejos profanos.  Quer mesmo correr o risco de me irritar hoje?

Guardando sua ereção ainda evidente dentro da calça, ele diz:

-Você está querendo mudar nossas regras? Quer mesmo me desafiar?

Ele pisca para mim. Vira as costas e começa a sair do quarto, mas antes de fechar a porta ele me joga um beijo e diz:

-Te encontro no Libertine querida.

Eu mal posso acreditar no que ele fez. Que inferno de alto controle o move? Ele estava morrendo de tesão, seu corpo estava por um triz. E de repente ele se torna um iceberg.

Indignada, vou até a porta e a tranco. Caminho para o banheiro ainda sentido o tremor nas minhas coxas. Eu tento me apressar, tenho pouco tempo para me arrumar.

As palavras dele reverberando na minha mente: “você está querendo mudar nossas regras? Quer mesmo me desafiar?”

Nós nunca prometemos ser fiéis, também não éramos namorados. Eu não sei descrever em palavras o que somos. Mas sabemos exatamente o que sentíamos seja lá o que quer que isto fosse. A necessidade, a fome de nossos corpos, nossos instintos mais primitivos falam por cima de qualquer regra da sociedade. Regras? Nossa única regra sempre foi não fazer nada na frente do outro se caso acontecesse. Mas até hoje confesso que nunca tinha pensando em Vincenzo com outra. Somos depravados, sempre frequentamos o Libertine, mas como expectadores. será que ele vai ficar confortável em me ver nos braços de outro? Eu ficarei confortável em vê-lo com outra? Um frio me percorre a espinha. Deixo a água escorrer pelo meu corpo. Minha buceta ainda lateja e a necessidade de ter ele me preenchendo, me domando, me consumindo era crescente. Tanto quanto as dúvidas que começaram a me perturbar.

Dois anos nesta relação. Onde praticamente todos nossos amigos e familiares sabiam o que rolava entre nós. Mas evitávamos ao máximo assumir algo. Nunca existiu a necessidade para tal.

Eu saio do chuveiro, me enrolo na toalha. Pego minha mala coloco sobre a cama e escolho minhas lingeries, vou para frente do espelho me maquiar. E fico pensando quantas vezes eu repeti para mim mesma que somos apenas bons amigos, com o adicional de uma boa foda. Mas eu realmente nunca pensei na possiblidade de ver ele com outra, ou me ver com outro.

Realmente eu estava pensando coisas que nunca me importaram até então e que é melhor continuarem assim ignaro .

Começo a pensar como será esta noite. Pois todas às vezes que fomos ao Libertine nos divertíamos muito, assistindo aos shows dos dançarinos, bebendo, dançando, nos provocando com boas preliminares nos privês. E sem falar quantos privês visitamos, usávamos sempre as pulseiras vermelhas o que significava que éramos apenas bons voyeurs das fodas alheias. Isto nos excitava muito. Mas nunca tínhamos participado de transas com outros casais. Tivemos bons papos, mas nada além disto. Eu nem sei por que falei o que disse a ele.

Enfim termino de passar o batom, escolhi vermelho tinto, combinando com meu vestido de látex e minhas botas Louboutin da mesma cor. Como lá fora está muito frio cobrirei tudo com um sobretudo preto.  Olho meu celular e nenhuma mensagem dele. Ligo na recepção e peço um taxi.  Pego minha máscara, minha bolsa e caminho até o elevador. Abro o sobretudo e admiro minha figura no espelho, dúvido que ele resista. Ele amava me ver usando látex, isto o deixava sempre excitadíssimo.

Eu caminho em direção ao táxi me sentindo confiante. Afastando tudo que não acrescentasse luxúria, sexo e Vincenzo.

Entro no táxi e digo o endereço ao motorista. Mais uma vez confiro meu celular e nenhuma mensagem. Como será que ele estará vestido?  Eu queria provocá-lo como sempre, e mal podia ver a hora de estar com ele.

Meia hora depois eu estava descendo do taxi usando minha máscara, esta era uma das exigências logo na entrada, juntamente com o bilhete apenas para sócios. Seguindo em direção a entrada da Boate Libertine observo as pessoas com as mais variadas fantasias. Adentro o local e sigo para chapelaria, eu preciso relaxar. Olho em volta, sempre amei a decoração deste lugar, moderno mas com um toque clássico. Cores do preto ao vermelho e todos as cabines privadas cobertas por longas cortinas de seda preta com detalhes bordô.

Eu caminho para o bar e peço uma taça de vinho frisante. Observo tudo ao meu redor. O aperto do látex e a ausência de uma calcinha me deixa ainda mais excitada. Sem falar na minha necessidade de transar com Vincenzo.

Quando estou para levar a taça em minha boca, alguém fala comigo:

-Este vestido é uma tentação. Você está linda   nele. Posso te oferecer uma bebida?

Eu encaro o homem à minha frente, vestido com um terno preto com detalhes dourados assim como sua máscara em forma de pássaro em seu rosto. Seus olhos são extremamente claros, perceptíveis até mesmo nesta penumbra. Mesmo frustrada por não ser Vincenzo eu sorrio e respondo:

-Obrigada. Já estou bebendo. Mas uma segunda taça não me fará mal.

O moreno alto à minha frente deixa escapar um sorriso perfeito tanto quanto seu corpo por baixo do terno apertado.

Ele pede para o garçom trazer mais uma taça, colocando seu copo de bebida no bar ele se aproxima e sussurra no meu ouvido:

-Muito prazer, sou Bruno. E você?

-Sabrina. O prazer é todo meu.

-A máscara não ajuda, mas eu não me lembro de ter visto uma mulher tão bonita assim por aqui antes. Ao menos não sozinha!

Eu entro no jogo. Porque sinto que de qualquer lugar nesta boate Vincenzo me observa. E se ele quer ser provocado assim o será.

-Posso dizer o mesmo. Mesmo com a máscara acredito que eu também reconheceria um homem tão bonito sozinho por aqui.

Ele alisa minha bochecha. E antes que eu pudesse dizer algo mais. Ele invade minha boca com seus lábios carnudos. Ele tem sabor de Rum e seu cheiro me fazia pensar que ele usava o perfume 1 million Pacco Rabanne.

Eu correspondo o beijo. Ele me solta e o sorriso permanece ali. Agradeço por estar usando um batom potente para esta noite. Eu não planejo gastar meu batom com outro que não fosse Vincenzo. Mas meu cavalheiro diabólico merecia um castigo.

O homem na minha frente era bem interessante, sensual e beijava muito bem. Mas não era o que eu desejava. Ele se aproxima novamente, tocando minhas costas onde terminava o decote do meu vestido, bem em cima do meu cóccix. 

Escutando All the good girls go to hell da Billie Elish eu sorrio para o homem à minha frente e ergo minha taça.

 “Todas as boas meninas vão para o inferno
Porque até a própria Deusa
Tem inimigos.
E quando a água começar a subir…
E o céu estiver fora de vista,
Ela vai querer o diabo em sua equipe.

Meu Lúcifer está solitário”

Eu sei que ele está por aqui. Mas onde? Olho, mas não consigo encontrá-lo. Quando o pensamento que ele pode estar em algum privê trepando com outra me assombra, eu me levanto e pego na mão do Bruno e sussurro que quero ir para o andar de cima onde estão as cabines privês. O homem alarga o sorriso. Pobre coitado! Ele está achando que vou trepar com ele. Ele é bonito, mas não é meu tipo. Meu tipo é o idiota do Vincenzo.

Subindo as escadas eu faço questão de deixar Bruno atrás de mim. Eu começo a caminhar pelos corredores e adentramos em várias cabines privês.

Quando saímos de uma onde o casal nos convidou para participar e eu tirei a animação de Bruno recusando a oferta. Ele me empurrou na parede do corredor e eu já não estava achando divertido estar com ele.

Ofendida falo:

-Me solte. Estamos em vibes diferentes e não vai rolar …

Ele sibila entre os dentes:

-Deixa eu te mostrar …

Olho para ele e logo atrás deste idiota estava um homem alto, com calças de couro e coturnos pretos, sem camisa. Com apenas uma faixa de couro em um dos seus ombros até abaixo de suas costelas e no rosto uma máscara inteira da face do diabo como os integrantes da banda Ghost.

Máscara diabo banda Ghost

Meu coração acelerou antes mesmo de poder entender o que os dois homens na minha frente começassem a discutir. Eu estava hipnotizada, ele sempre foi lindo, mas vestido assim ele estava a representação perfeita do que ele era para mim, um demônio potente que me arrastava para o seu inferno e fazia de mim seu brinquedo para as mais indecorosas perversidades e eu amava muito.

Observo Bruno se afastar indignado, mas vencido. Eu agora estava literalmente na frente do pecado em pessoa. E apesar de não ver sua boca, tinha certeza que ele não sorria. Eu sentia sua respiração pesada e me sentia como uma presa prestes a ser devorada pelo predador impiedoso. Mas ele se aproximou me pressionando nele, alisando cada centímetro do látex no meu corpo.

Um puxão no meu cabelo e a frase:

-Eu disse para você não me provocar! Funcionamos sempre porque respeitamos um ao outro. Você é livre, mas tentar ficar com este imbecil na minha frente só me deixou com mais vontade de te mostrar que o que temos vai muito além do que meros joguinhos. Eu poderia revidar e ficar com outra para me vingar. E você o faria novamente. Viveríamos em um círculo vicioso. Um querendo machucar ainda mais o outro. E tudo o que preciso agora é te foder e te marcar. Para te lembrar que independente de que eu te deixe livre, as correntes que te prendem à mim são mentais, como as que me prendem à você. E querida elas são indestrutíveis!

Com meu coração acelerado e com excitação extrema consigo dizer apenas:

-Desculpe, você tem razão.

Ele levanta um pouco a máscara. Agora sim eu percebo seu largo sorriso embaixo da mesma.

-Você arrumou a fantasia perfeita para você!_ Eu o provoco.

Gargalhamos juntos. E nossos olhares lascivos se encontram. E mais uma vez as palavras já não eram necessárias. Ele me puxa para ele e possui minha boca como só ele sabe fazer, uma de suas mãos na minha nuca segurando meus cabelos e a outra   passeando em meus seios sob o vestido. Eu gemo e ele retribui mordendo meus lábios. Ver seu reflexo em um dos espelhos do corredor me deixou ainda mais excitada. Os músculos de suas costas largas e bem definidas ostentando aquela tatuagem enorme de asas de anjo e alguns tribais.

-Eu vou te fazer sentar no meu pau e só vou parar de socar quando você não aguentar mais de tanto gozar._ Ele promete.

-Não vejo a hora…

Ele puxa minha mão me empurrando para um dos privês.

-Deite-se no sofá!Tire a calcinha e…

Sorrio internamente com o que estou prestes a fazer. Eu me sento na sua frente e abro minhas pernas o máximo que posso, inclinando um pouco para trás eu empurro minha púbis para frente, exibindo minha buceta.

-Puta que pariu Sabrina. 

Enfim ele tira a máscara e cai de boca na minha buceta. Eu tremo e tento apertar minhas coxas quando ele começa sua deliciosa tortura no meu clitóris, enfiando dedos em mim e me castigando com sua língua. Eu estava muito perto até que ele se afasta e tirando algo do bolso da calça diz:

-Tenho dois brinquedos para esta noite. Estão um pouco frios, vou deixar na temperatura certa para você.

Dizendo isto ele chupa o pequeno objeto dourado e novamente sua atenção está entre as minhas pernas. Ele introduz dentro de mim, no início sinto o desconforto, mas com a ajuda da sua língua senti o último pedaço se acomodar dentro de mim.

Ele continua me fazendo gozar. Depois ele chupa o outro objeto e como se eu não pesasse nada me vira me colocando de quatro. Ele beija minha bunda e eu rebolo, desejando sua penetração. Mas ao invés disto sinto o metal no meu cuzinho e ele empurra lentamente enquanto meu clitóris novamente está tremendo sob seus dedos. Eu estou gemendo e já nem sei se é de dor porque uma onda de prazer explode dentro de mim. Eu me sinto preenchida por ele por todos os lados. Ele parece entender minha súplica, liberando seu pau.

Eu abocanho sua majestosa ereção e me delicio fazendo-o perder o controle. Alternando a punheta com minhas mãos, caricias com minha língua na sua glande e lambidas no seu  saco. Ele apertando meus     cabelos e entre gemidos me diz:

-Gostosa pra caralho… para o meu caralho! Tire seus peitos para fora por favor…

Eu sorrio e obedeço. A ideia me excita e a visão do jato da sua porra caindo em meus seios me deixa alucinada. Ele goza fortemente e eu me sinto poderosa.

Neste momento Katy Perri canta E.T e eu olhando para Vincenzo sorrio e ele entende perfeitamente.

E.T. (part. Kanye West)

…Você é tão hipnotizante
Você poderia ser o diabo?
Você poderia ser um anjo?
Seu toque, magnetizante
Parece que estou flutuando
Deixa meu corpo brilhando
Eles dizem, tenha medo!
Você não é como os outros
Amante futurista
DNA diferente
Eles não te entendem

Você é de um outro mundo
Uma dimensão diferente
Você abre meus olhos
E eu estou pronta para ir, me leve para a luz

Beije-me, be-be-beije-me
Infecte-me com seu amor
Encha-me com o seu veneno
Leve-me, le-le-leve-me
Quero ser sua vítima.”

Ele ergue meu queixo e beija. Eu alcanço seu pênis. A ereção diminuiu muito, mas ele ainda estava duro o suficiente.

Nosso beijo parece interminável até ele se afastar um pouco e eu ver seu sorriso diabólico, uma de suas sobrancelhas arqueadas e seu olhar fixo no meu.

Antes que eu pudesse terminar de limpar meus seios. Sinto uma vibração forte no meu íntimo, fazendo-me apertar aquele objeto metálico dentro de mim. Me apoiei no sofá e entre um leve gemido eu falo:

-Você realmente é maléfico!

Ele aumenta a velocidade usando o controle que ele segurava como um troféu em suas mãos.

continua…